quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Experie(^)ncia!

som... um, dois, três... TRÊS!... som... ah hu, ô... som...

(h!)ah!

Mail do Hugao: demais!!!

"Como manter um nivel saudavel de insanidade..."

Segue a lista completa:
1 - No teu horário de almoco, senta-te no teu carro estacionado, põe osoculos escuros e aponta um secador de cabelos para os carros que passam. Vêse eles diminuem a velocidade. :-)
2 - Insiste que o teu e-mail é: xena.princesa.guerreira@rtf.pt oumailto:ouelvis.o.rei@rtf.pt
3 - Sempre que alguém te pedir para fazer alguma coisa, pergunta se quercombatatas fritas a acompanhar.
4 - Encoraja os teus colegas a fazer uma dança de cadeiras sincronizada.
5 - Coloca a tua lata de lixo sobre a mesa e escreve nela "Enfia acabeça!".
6 - Desenvolve um estranho medo de agrafadores.
7 - Põe descafeinado na máquina de cafe durante três semanas. Quando todostiverem perdido o vício da cafeína, muda para café extra-forte.
8 - No verso de todos os teus cheques escreve "Referente afavoressexuais".
9 - Sempre que alguém te disser alguma coisa, responde "isso é o que tupensas".
10 - Termina todas as tuas frases com "de acordo com a profecia".
11 - Ajusta o brilho do teu monitor para o que o nivel dele ilumine toda aárea de trabalho. Insiste com os outros que gostas assim.
12 - Não uses pontuações.
13 - Sempre que possivel, salta em vez de andar.
14 - Pergunta as pessoas de que sexo são. Ri histericamente quando teresponderem.
15 - Quando estiveres num Mac-drive-in, especifica que é para levar.
16 - Canta na ópera com os actores.
17 - Vai a um recital de poesia e pergunta por que é que os poemas nãorimam.
18 - Descobre onde o é que o teu chefe faz compras e compra exactamente asmesmas roupas. Usa-as um dia depois do teu chefe as usar. (Isto eespecialmente efectivo se o teu chefe for do sexo oposto.)
19 - Manda e-mails para o resto da empresa para dizer o que e que estás afazer. Por exemplo: "Se alguém precisar de mim, estou na casa de banho, 3ªporta à esquerda, 2ª sanita".
20 - Põe uma rede de mosquitos à volta da tua secretária. Pôe um CD com somambiente de floresta, durante o dia inteiro e imita ruídos de macaco.
21 - Com cinco dias de antecedência, avisa os teus amigos que não podes irafesta deles porque vai chover.
22 - Liga para o Serviço de Emergência e não digas nada.Quando desligarem, volta a ligar. (esta é horrivel!!!!!!!!! Sou contraisto!!!!!!!!!!!!!!)
23 - Faz os teus colegas de trabalho chamar-te pelo teu apelido:Duro(a) na Queda.
24 - Quando sair dinheiro da caixa automática, grita "Jackpot".
25 - Ao sair do Zoo, corre na direcção do parque de estacionamento,gritando "Salve-se quem puder, eles estão soltos!".
26 - Sempre que o teu chefe te recriminar, diz "não ligue, são as vozes daminha cabeca".
27 - A hora do jantar, anuncia aos teus filhos: "Devido a nossa situaçãoeconómica, teremos de mandar um de vocês embora".
28 - Todas as vezes que vires uma vassoura, grita "Amor, a tua mãechegou!".

terça-feira, 28 de setembro de 2004

No meu bairro está tudo rico!!

Comentário de Nicolau Santos no Expresso desta semana.

No meu bairro está tudo rico!
Desde quinta-feira vai uma enorme euforia no meu bairro. Foi logo a seguir ao ministro das Finanças ter dito a Judite de Sousa, na RTP-1, que são os 30% mais ricos deste país que investem em PPR, PPR-E, PPA e CPH. É que, a ser assim, 90% desses 30% vivem no meu bairro. E o certo é que o foguetório não tem parado, já se organizaram várias festas de ricos e já houve muita gente do meu bairro que não trabalhou sexta e sábado (os ricos, como se sabe, têm a mania de não trabalhar aos sábados).
O sr. Joaquim da mercearia convenceu a mãe, há dez anos, a fazer um PPR, tendo em conta que a Segurança Social pública não anda lá muito católica e seria bom prevenir o futuro da senhora. Desde quinta, o sr. Joaquim fechou a mercearia e só espera pela herança que a mãe, que não anda bem de saúde, lhe vai deixar. E ele que não sabia que era filho de uma das pessoas mais ricas de Portugal!
O sr. João da padaria convenceu-se, há três anos, que era bom fazer um PPR-E, porque o filho ia bem no liceu e depois quereria certamente não só concluir um curso universitário, como também tirar talvez um MBA. Nessa altura, o PPR-E daria jeito. Agora está com um problema em casa. O miúdo ouviu o Bagão Félix, dizer que o pai está entre os 30% mais ricos de Portugal e agora já não quer estudar. Diz que não precisa. Chatices de ricos...
A sra. Ana, ajudante na farmácia, resolveu começar a colocar uns trocos numa Conta Poupança Habitação, visando a compra de uma casinha quando chegar aos 30, ela que têm agora 24. Desde quinta que não aparece no emprego e mandou dizer que não consta que os ricos trabalhem. Acha estranho que a conta bancária continue próxima do zero no final do mês. Mas se o dr. Bagão disse que ela é rica, é porque é verdade.
Quanto ao José, empregado de uma agência imobiliária, que passa o dia a mostrar casas a clientes, resolveu há uns anitos arriscar uns dinheiros num Plano Poupança Acções. Ouviu o dr. Catroga dizer que era uma forma de reanimar o mercado de capitais, que daria uma boa rentabilidade os investidores. Agora que soube que está rico, já escreveu ao dr. Catroga a agradecer a indicação.
E assim a festança não pára no meu bairro. Mas ando preocupado. Soube que o eng. Belmiro se estava a preparar para fazer um PPR e poupar no seu IRS e agora já não o vai poder fazer. O eng. Jardim Gonçalves, que tem muitos filhos e netos, ia apostar nos PPR-E. Também já não vai a tempo. O dr. Artur Santos Silva, que é muito forreta, estava a pensar fazer um CPH no banco de que é presidente - só para poupar 127 euros no IRS! Não pode, porque o dr. Bagão lhe topou os intentos. E finalmente o eng. Mira Amaral ia colocar a sua choruda reforma em PPA. Vai ter de gastá-la noutro sítio.
E eis como finalmente temos um ministro que acaba com os ricos para dar aos pobres. Bem haja, dr. Bagão! E assim já não precisa de investir no combate à fraude e à evasão fiscal, nem investigar a sério o rendimento das profissões liberais, nem combater 50% das empresas que declaram prejuízos, nem estabelecer uma colecta mínima para restaurantes, mercearias e outros pequenos negócios para os quais, como é óbvio, não há qualquer possibilidade de controlo fiscal. Carregue nesses 30% de ricos que investem em PPR, PPR-E, PPA, CPH - e vai ver como resolve o défice e a justiça fiscal desce sobre este país! Força! Que não lhe doam as mãos!

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

é uma questão de de educação

Dicionário indispensável a qualquer escritor de estrume... ou de merda!
As aplicações do vocábulo "Merda" são inúmeras.

Por exemplo:
Orientação Geográfica: Vá à merda!
Adjectivo qualificativo: És um merdas!
Momento de cepticismo: Não acredito nesta merda!
Desejo de vingança: Vou fazê-lo virar merda!!!
Acidente: Fizeste merda, não é?!
Efeito Visual: Não se vê merda nenhuma!
Sensação olfactiva: Cheira a merda...
Dúvida na despedida: Por que é que não vai à merda?
Especulação de conhecimento: Que merda é esta?
Momento de surpresa: MERDA!!!
Atitude de ressentimento: Não me deu nem uma merda de presente!
Sensação degustativa: Isto sabe a merda!
Acto de impotência: Esta merda não fica dura!!
Como Insentivo: Rápido com essa merda!
Situação de desordem: Está uma merda!
Rejeição, despeito: O que é que ele pensa, esse merda?
Situação alquímica: Tudo o que ele toca vira merda!
Os Finalmentes: Que Merda !!!!!
Crise das 18h00m: Ainda bem que me vou embora desta MERDA!!!

(H)Ah!

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Cum caneco!!

Isso, é que é trabalhar! Ainda agora nos deitámos e acabámos de acordar e já lá está a foto de ontem?? Chiça penico, chapéu de coco!!

terça-feira, 24 de agosto de 2004

Reacções - comentário ao "O primeiro sinal"

Na realidade não compreendo porque é que isso acontece (refiro-me às fugas premeditadas à discussão que, segundo dizes e eu acredito, temos usado para te dar umas boas cacetadas). Não compreendo pelo que a mim respeita, quero dizer. Discutir contigo (refutando ou não as tuas opiniões) por escrito é-me muitíssimo mais fácil: as tuas palavras não soam tão prepotentes, não sou pressionada pelo teu olhar terrivelmente avaliador. Enfim, tenho tempo para digerir tranquilamente as tuas palavras e para estruturar a minha resposta. Acredites ou não, quando estamos fisicamente juntos evito argumentar o que quer seja contigo, pela mesma razão que defines perfeitamente no teu post: porque me sinto privada da liberdade de não saber. Isso para mim é terrível, sobretudo porque eu discutindo sobre o que não domino, acabo sempre por ficar a saber um pouco mais. Pode não ser uma boa estratégia de aprendizagem, mas é a minha e até aqui não me tem dado muitos desgostos. Muitos, sublinho. Compreendo perfeitamente a tua, como chamar-lhe ... indignação. Eu também prefiro ser atacada a ser ignorada por causa da minha ignorância.

Ainda bem que o que somos é mais do que um olhar ou uma crítica. Somos uma história, risos, muitas palavras, rudes ou doces, abraços, músicas, lembranças. E ainda bem que é isso de que é feita a amizade. Tás a domar a cena?

terça-feira, 17 de agosto de 2004

Pois assim surge o primeiro sinal!

Hmm, afinal um blog não liberta consciências e não desinibe as opiniões, mesmo que sejam de caca (palavra não-original).

Mesmo que ao início assim pareça, surge o momento em que a auto-crítica suplanta a hetero-crítica, antecipando-se e amplificando o efeito desta última que, pela antecipação da primeira, deixa de existir a segunda.

Ora isto assemelha-se muito ao popular paradigma do ovo e da galinha. Por um lado não me exponho porque acho que me vão interpretar mal, ou menos-bem, assim justifico a minha opção pela não-exposição como forma de evitar o conflito. Mas a maior fraqueza destas armas é, exactamente, terem uma culatra frágil. E isto revela-se um perigo, na grande maioria das vezes, maior que o simples não-uso da arma.

Se parece confuso é mesmo porque o é.

Ora vejamos o sofisma:
Estou a descoberto e não gosto!
Procuro uma defesa.
A melhor defesa é o ataque!
O ataque serve-se de armas (ferramentas, estratégias).
Logo, para evitar a exposição, uso uma arma.

Até aqui tudo bem, o busílis está na resposta a: que arma?
E a falácia está na resposta escolhida: uma arma que evita o conflito externo, transpondo-o para o pior local possível – o interior, a consciência.
O adversário que se debata na sua consciência está, à partida, em grande desvantagem e corre sérios riscos de ser vítima do seu próprio logro já que o seu adversário é ele mesmo! E nunca, jamais, em tempo algum, alguém que se digladie internamente poderá ser vencedor sem passar por ser vítima também. A questão que resta é: afinal qual prevalece?

Correndo o risco de ofender discriminadamente sem, no entanto ser essa a intenção, pergunto: porque será que me temem tanto a ponto de evitar o conflito com medo de ser vítima? Não será isso mesmo assinar a sua sentença de vítima mesmo antes que os outros o façam

Reforço que o que me faz reflectir não é censura em si, na medida da omissão de informação. Mas sim a justificação usada para recorrer a esse procedimento do lápis azul. Isso sim, atinge-me como um cacetada, não tão forte senão muito bem aplicada, em cheio!Porque razão me hão-de me privar do direito a escolher apenas pela simples argumentação de que não tenho o conhecimento técnico e, ou, científico o suficiente para poder escolher?E se é verdade?Vedam-me o direito à escolha apenas porque não sei?Porque não desenvolver esforços conjuntos para que eu tenha a informação suficiente para depois, então, escolher e decidir informadamente?

E Mais, se acham que não sou justo o que me poderá ajudar: ignorar a minha justiça fugindo dela ou levar-me a compreender a vossa?

[E o que começa como comentário acaba em post]

Bem haja a todos,

Vício do Som, Tom, Dom

Não era esta a letra que eu queria pôr, mas não quero ilações apesar de as haver e por isso a outra me diz mais qualquer coisa. Enfim, há quem leia o blog, suponho, e permaneço intacta de integridade.
A Naifa, é preciso ouvir, é preciso babar. Falo sempre de música, e de forma pobre e incompleta mas falo do que me fala a mim, perdoem-me. A metafísica não me assalta ultimamente, apetece-me fugir da responsabilidade da razão! Só me apetece os sentidos e a sensibilidade, excepto naqueles momentos pseudo-políticos inclassificáveis em que tudo é estigma e nada devia ser e eu própria estigmatizo todos os conceitos indevidamente e não consigo nunca observar e considerar com isenção. É um lugar onde nunca conseguirei estar, o vácuo pré, livre de preconceitos. Lamento mesmo muito.


Queixas de um utente
Pago os meus impostos, separo
o lixo, já não vejo televisão
há cinco meses, todos os dias
rezo pelo menos duas horas
com um livro nos joelhos,
nunca falho uma visita à família,
utilizo sempre os transportes
públicos, raramente me esqueço
de deixar água fresca no prato
do gato, tento ser correcto
com os meus vizinhos e não cuspo
na sombra dos outros

Já não me lembro se o médico
me disse ser esta receita a indicada
para salvar o mundo ou apenas
ser feliz. Seja como for,
não estou a ver resultado nenhum.

(José Miguel Silva)

segunda-feira, 26 de julho de 2004

A primeira visita

O homem esperava sentado na soleira da porta 24 da rua principal, a algumas dezenas de metros da estação. Tinha ar de quem acabara de chegar de uma terra distante, aliás ao seu lado descansava uma grande mala de plástico preta, parada mas ainda detentora de alguma inércia da viagem. O homem vestia de preto, tinha porte robusto e evidentemente maduro. A sua roupa denunciava a sua condição de solitário viajante, implacável conhecedor do mundo presente e remoto, de quem vem certeiro, enfim implacável.
Comia laranjas e, pelo monte de cascas que tinha a seus pés, já devia ter devorado umas dez. O aroma dos citrinos que devorava já se fazia cheirar a dois quarteirões dali, o suficiente para...
- Ele já está cá! O Imediato chegou.– Informou Catarina que estava de plantão à janela do quinto andar de um prédio da rua principal. –Acabei de cheirar o sinal combinado.- Javier, Careca-filho-da-mãe! Faz o que tens a fazer. Pega no táxi e vai buscá-lo.

sábado, 24 de julho de 2004

Asas Sobre o Mundo/Nas Asas da Saudade

. «(...) Eu sou apenas um guitarrista de pequena música...», respondia Carlos Paredes a António Duarte, do JL, em 1981, depois do jornalista lhe ter perguntado se aceitava dar uma entrevista ao jornal. «Apenas um guitarrista, que nasceu num meio de guitarras, numa família de guitarras. Não de mullheres, nem de homens. De guitarras. (...)A minha música só ficará no espírito daqueles que a viveram no seu tempo. Não tem mais seguidores. Inevitavelmente vao passar...». E continua dizendo que pertence «(...) Como é óbvio ao mundo da pequena música e tenho a experiência suficiente para saber que ela cumpre uma função específica. É que a grande música não deve usar-se em todas as circunstâncias, para seu benefício e de quantos verdadeiramente a apreciam. Por isso, há sempre um lugar em cada canto para a pequena música, um lugar onde ela saberá ser útil à sua maneira».

terça-feira, 20 de julho de 2004

Fantasias

Leio a Playboy pela mesma razão que leio a Nacional Geographic, gosto de ver lugares que sei que nunca irei visitar.
Desconheço o autor (recebi a citação sem referência)
 
Para além de me fazer rir, faz-me pensar.
De que nos servem as fantasias se não são para concretizar, pelo menos, algumas delas?
 
Não corremos o risco de funcionarem no sentido oposto e nos recalcarem ainda mais e de nos conduzirem mais depressa à depressão?
 
Os sonhos deve estar longe o suficiente para serem difícieis de alcançar mas nunca impossíveis, ou, pelo menos, devem-nos fazer acreditar nisso. Empurrar-nos para acção mas não com recompensa fácil e imediata mas sim difícil e realizante.
 
E como questão final, que revista vamos ler agora?

terça-feira, 13 de julho de 2004

Amigos

É tão bom uma amizade assim
Ai, faz também saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom para mim é bom para quem tão bem me quer.

Que coisa mais linda


Imaginem...
A voz mais doce, o corpo mais frágil, o cenário mais onírico. E esta história contada por esta voz, a sair deste corpo, no centro gravítico do sonho.
Imaginem...
O meu pai é um filósofo, está sempre a magicar ideias. Ele diz que quando nascemos, estamos aterrorizados. Pensamos "- É o fim, vou morrer!". E é só o começo. (...) Na morte, temos medo, pensamos "- É o fim, vou morrer!". E é só o começo, para outro mundo... Em breve este espaço será demasiado pequeno.
(Lhasa de Sela)

quarta-feira, 7 de julho de 2004

A LISTA DO ORGULHO PORTUGUÊS

Lamento discordar da opinião exposta no post "Ai Portugal, Portugal", mas a nossa realidade não é essa. A nossa realidade não é ver tudo negro só porque afinal uma luz se apagou... Continuo sem compreender o que vai nas consciências destes jornalo-critico-analistas, para manter esta nuvem de auto-comiseração sobre o nosso ego. Não ganhámos o campeonato europeu, mas ganhámos a admiração dos nossos parceiros europeus no que respeita ao nível da organização do evento. Não podemos levantar a taça, mas levantámos as bandeiras e as cabeças durante duas semanas.
Mas que raio de comunicação social é a nossa que nos "devolve à triste realidade". Triste realidade têm aqueles que acordam com o mesmo estômago vazio de ontem, têm aqueles cujas lágrimas de dor ressecam nos rostos cansados.
Temos um problemas político? Pois está nas nossa mãos resolvê-lo... com a cabeça erguida e responsabilidade e não como um fardo que nos puseram nas costas. O país é nosso, não é do governo nem da selecção nacional!
Temos excelentes investigadores, excelentes arquitectos, excelentes cozinheiros, excelentes escritores, excelentes empresários, excelentes músicos, excelentes desportistas. Profissionais que são uma referência no estrangeiro, mas praticamente desconhecidos no seu próprio país. Pessoas brilhantes que vão sem dúvida deixar marcas na História. Apresento um desafio a todos os estrumeiros deste blog: tentemos gerar uma lista de personalidades de referência do nosso país, de ideias inovadoras geradas por empresas nacionais. Façamos essa lista chegar mais alto que as vozes roucas daqueles que nos querem fundir de misérias. A lista do ORGULHO PORTUGUÊS.

terça-feira, 6 de julho de 2004

Anjos na América

"(...) existir neste mundo é um doloroso progresso. Da pena do que ficou para trás, da ansia do que está para vir." (Harper, Angels in America)

Cada palavra daqui, cada ideia, é uma catarse, o limite imagético e sensitivo da emoção e da beleza de tudo o que é mais feio e mais bonito. Por favor, façam ouvir-se os anjos. Tenhamos esperança.

segunda-feira, 5 de julho de 2004

Ai Portugal, Portugal

É longo e deixou-me triste...mas se quiserem leiam... É a nossa realidade.

http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1198378&idCanal=56

sexta-feira, 2 de julho de 2004

Injecções de auto-estima aplicadas por via directa no Ego

Não que concorde com tudo o que é escrito aqui, mas dá para me sentir um pouco mais orgulhoso da minha identidade portuguesa.
Diz-se, em Espanha, dos Portugueses e do Portugal

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Ela

Ela gemeu até à exaustão, encharcada em cheiros e suores íntimos e tremendo de prazer, enlameada pela luz quadrada cujos vértices marcavam sua pele segundo padrões periódicos no espaço. Os clientes olhavam-na estupefactos, babando-se como crianças.
Soubessem eles, presidentes, clérigos e capitães de Abril, Maio e Novembro, que naquele instante e não muito longe daquele degredo, sob aquela noite chuvosa, de relâmpagos e trovões e cheia de perigos vários, se reuniam num pequeno refúgio onze jovens, filhos de personalidades distintas, a acertar os últimos detalhes d’O Plano.
Com o ultimo trovão da noite culminou o êxtase da rapariga. Soubessem eles que aquele orgasmo deliberadamente sincronizado com o último trovão fazia já parte d’O Plano, que não estariam ali mas no Mar do Norte.
Da noitada resultou uma sala quente do suor colectivo finalmente vazia, mesas sujas de bebida, sofás manchados, nuvens de tabaco inspiradas trinta vezes, doze peúgas, três cuecas e cinco sapatos sem irmão.

terça-feira, 22 de junho de 2004

Haja dinheiro! E para o Estado não vai nada, nada, nada?

O triunfo sobre a Espanha foi também uma boa notícia para os cofres da Federação Portuguesa de Futebol, pois garantiu desde já 8,206 milhões de euros. Só pela qualificação para os quartos-de-final, Portugal, como as outras selecções apuradas, vai receber 1,9 milhões. Some-se a este valor cinco milhões que a UEFA decidiu atribuir a cada um dos países participantes (mais 56 por cento que no Euro 2000) e ainda 1,306 milhões pelas vitórias frente à Rússia (1-0) e, anteontem, à Espanha.

O Euro 2004 é bem mais generoso do ponto de vista financeiro que o seu antecessor, o que é um incentivo extra para as selecções presentes. De facto, a UEFA prevê distribuir 261 milhões de euros às federações nacionais, contra 50 milhões na edição anterior, disputada na Bélgica e na Holanda. Na competição, as selecções recebem 653 mil euros por uma vitória e 326 mil por um empate. Este sistema difere do antigo, que previa montantes fixos em função da classificação final.

Ultrapassada esta fase, por grupos, a prova entra nos jogos a eliminar e não há mais prémios de acordo com a "performance". Cada uma das oito equipas apuradas para os quartos-de-final recebe um pagamento adicional de 1,9 milhões de euros - o que quer dizer que um simples pontapé, como o de Nuno Gomes, pode valer ouro! As que se qualificarem para as meias-finais serão premiadas com mais 2,6 milhões. Para os dois finalistas, a UEFA reservou 3,8 milhões. O vencedor do Euro 2004 leva para casa 6,5 milhões - e, sobretudo, a taça e as medalhas destinadas ao campeão europeu.

Cálculos efectuados pela UEFA indicam que o vencedor do Euro 2004 poderá embolsar até 18,3 milhões. Este montante representa mais 91 por cento que o do Euro 2000, refere aquele organismo. Esta fartura, por comparação com a edição de há quatro anos, apoia-se numas receitas gerais estimadas em 830 milhões de euros, que a UEFA assegurou através dos contratos com as televisões europeias e não-europeias e com os seus múltiplos patrocinadores.

Mafalda

Estou com o coração cheio! Ontem estive no navio de Santo André...o espaço é simplesmente fantástico, gostei especialmente do sofá vermelho onde ela estava sentada e da fotografia a preto e branco que estava por trás, em que a única coisa que estava a cores era a bandeira de Portugal! É muito bom encontramos pessoas simples que fazem coisas tão bonitas, que escrevem tão bem e colocam uma melodia no meio das palavras. Ela é realmente uma pessoa muito bonita...lá dentro.